Atendimento gratuito
Centro de Equoterapia do Campus Machado oferece atendimento gratuito à população
Criado em 2011, o projeto pioneiro no sul de Minas já atendeu mais de 80 pessoas, muitas das quais receberam alta e obtiveram grandes avanços no tratamento. Atualmente, o Centro recebe semanalmente 16 praticantes. Cada sessão dura em média 30 minutos e é acompanhada por uma equipe multidisciplinar, com apoio de psicólogo, fisioterapeuta e zootecnista, além de estudantes do curso Técnico em Agropecuária e Zootecnia. O projeto é coordenado pela professora Daiane Moreira Silva.
Desde sua concepção, o centro recebeu investimentos em treinamento de pessoal e adequação do local para um atendimento mais efetivo à população. A área onde as sessões são realizadas é coberta e possui amplo espaço, baias, piquetes, redondel, sala de equoterapia, banheiros adaptados e equinos.
O perfil dos praticantes é bem variado: vai de crianças a adultos que apresentam dificuldades distintas. O método visa a melhoria da condição de vida de pessoas com deficiências, tais como a síndrome de Down, paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, dentre outras.
Para a professora Daiane Moreira, um dos maiores ganhos da equoterapia está em ver a atuação, o empenho e o aprendizado dos estudantes. “Quando falamos dos centros de equoterapia estarem nos institutos federais é porque eles conseguem reabilitar a comunidade e também os estudantes. Ainda mais nessa era, cujos valores estão invertidos. Por meio da Equoterapia, conseguimos resgatar o amor ao próximo e o cuidado com o outro. Os estudantes e até mesmo os servidores que atuam aqui no centro passam a reclamar menos”.
Uma das praticantes atendidas pelo Centro é a adolescente Amanda Rodrigues Trindade, de 16 anos. Deficiente visual desde o nascimento, ela começou a terapia há pouco tempo, mas já experimentou grandes avanços de equilíbrio, autoestima e autonomia. “Tá sendo muito bom, tô ficando mais calma”, contou a adolescente. Segundo a mãe Jeane Rodrigues Alves, Amanda têm dificuldades para andar e o cavalo ajuda a conquistar autoconfiança. “Ela se sente mais à vontade, melhorou o equilíbrio, a postura e também está mais tranquila”.
Texto e Fotos: Ascom / IFSULDEMINAS - Campus Machado