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Aprendendo com as Diferenças

Publicado: Terça, 17 de Dezembro de 2019, 12h01 | Última atualização em Quarta, 18 de Dezembro de 2019, 13h55

Programa "Aprendendo com as Diferenças" encerra as atividades de 2019 com excelentes perspectivas para próximo ano

DSC 0404Na manhã de quinta-feira, 12 de dezembro, uma cerimônia marcou o encerramento do Programa “Aprendendo com as Diferenças”. A ação, realizada pelo IFSULDEMINAS - Campus Machado, atende pessoas com deficiências de diversas instituições da região. Participaram do encerramento representantes das Apaes de Machado e Divisa Nova e da Associação Unidos pela Inclusão de Poço Fundo (AIUP). Organizada pelo setor de Extensão do campus, a cerimônia contou também com a presença do diretor-geral, professor Carlos Henrique Rodrigues Reinato, da diretora de Desenvolvimento de Ensino, professora Aline Manke, da coordenadora de Extensão Michelle Marques, da coordenadora local do projeto, professora Renata Mara de Souza, além de professores e alunos que, de forma voluntária, atuam efetivamente na execução das atividades.

DSC 0398Para o professor Carlos Henrique, trata-se de um dos projetos mais bonitos que a instituição realiza e que cumpre uma importante missão institucional: aproximar-se da comunidade e promover a inclusão. Ao se dirigir ao público, Carlos reconheceu os esforços de cada membro na execução do projeto, o empenho da coordenação de Extensão, da professora Renata, responsável pela coordenação local da ação, dos estudantes, bolsista e demais colaboradores que atuam de forma voluntária.

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 Renata, que também coordena o curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, apresentou algumas perspectivas e resultados alcançados pelo projeto. Entre os objetivos principais, destacam-se o desenvolvimento humano, a aquisição de conhecimento pelos participantes em diversas áreas. Segundo a professora, o projeto já foi objeto de pesquisa de um trabalho de conclusão de curso (TCC), o qual abordou três casos da Apae de Divisa Nova. “Podemos observar melhoras em quase todos os âmbitos, observamos a melhora significativa da autoestima das pessoas que se sentem úteis ao ajudar a tratar de um animal, ao ajudar no funcionamento do setor, melhora na concentração dos participantes e no desenvolvimento cognitivo, que podem ser observados a olhos nus. Como eles chegam aqui e ao fim do ano, melhoram suas habilidades motoras e controle emocional”. Para ela, o resgate da cidadania e a inclusão dos membros da instituição também constituem as conquistas principais da ação. “A inclusão acontece não somente para os participantes, a inclusão acontece conosco também. Nós adquirimos um olhar mais inclusivo e isso é muito importante para a prática acadêmica”, ressaltou.

c66bee4e 0f5d 4004 a4b8 3bf86da7dc61Entre as atividades desenvolvidas, plantio de mudas na horta, manutenção dos canteiros, colheita de hortaliças, coleta e classificação de ovos, alimentação dos animais e limpeza dos galpões. Recentemente, o setor de Equinocultura também foi incluído no projeto. De acordo com Renata, até o momento, foram cerca de 97 atendimentos aos municípios de Alfenas, Divisa Nova, Machado e Poço Fundo. Para 2020, há perspectivas de expansão do projeto e atendimento à Apae de Paraguaçu.

Além de uma aluna bolsista, a estudante do 8º período de Zootecnia, Lana Mesquista, são oito estudantes que atuam de forma voluntária e os professores Luiz Lessi (Horticultura), Alexandre Ferreira (Avicultura) e Daine Moreira (Equinocultura), além do servidor Jonathan Ribeiro de Araújo. "Temos muitas dificuldades para conduzir esse projeto, mas vamos de sementinha em sementinha, tentando plantar essa ideia da inclusão", disse Renata, que agradeceu o apoio da coodenação de Extensão e principalmente dos voluntários no projeto. Ao final da cerimônia, os estudantes que participam do projeto entregaram uma lembrança aos assistidos das diversas instituições presentes.  

a6b1494f ed8b 45b5 b1c6 a373c6dfcd90Para a estudante Lana, “a gente aprende muito mais com eles do que eles com a gente. Tudo para eles é interessante, até as atividades que julgamos mais simples, como a coleta de ovos. É muito interessante ver como eles desenvolvem a parte cognitiva nessas atividades e nos ensinam muito como seres humanos”.

 "Participar do projeto está sendo uma experiência incrível! Convivendo com todos é possível perceber a empatia, respeito, educação e amor entre eles. Tudo isso reflete em nós que estamos trabalhando no mesmo ambiente. Tenho apenas que agradecer pela oportunidade de participar desse projeto", comentou Mayara de Oliveira Cezário, estudante de Zootecnia e uma das voluntárias que contribuem com o "Aprendendo com as Diferenças".

"Gostaria de agradecer a oportunidade de participarmos deste projeto. Vemos a evolução que os meninos tiveram neste ano. Eles ficam muito empolgados de participarem e vemos como isso trouxe a eles uma autonomia muito grande", contou a vice-secretária da Associação Unidos pela Inclusão, de Poço Fundo, Verônica Marques e Oliveira.

Mais sobre o projeto

Até 2018, foram atendidas mais de 300 pessoas de 11 municípios (Areado, Alfenas, Borda da Mata, Cabo Verde, Divisa Nova, Ipuiuna, Machado, Poço Fundo, Muzambinho, Nova Resende e Ouro Fino). O projeto, que teve início no Campus Muzambinho, ganhou apoio da Reitoria e foi estendido, em 2018, aos demais campi. Neste ano, um encontro com as instituições atendidas pelo projeto possibilitou a troca de conhecimentos e a realização de oficinas em diferentes áreas, além da discussão de problemas e dos desafios em relação à educação inclusiva. Saiba mais aqui: https://portal.ifsuldeminas.edu.br/index.php/noticias-proex/2611-programa-aprendendo-com-as-diferencas

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